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Vicky Vega

Em boas mãos

Relatos de mulheres que encontraram segurança, informação e presença em um dos momentos mais importantes da vida.

Relato de Parto da Lis Guedes

“Quando eu lembro da dor, imediatamente também me lembro da Vicky Vega , e não posso continuar sem me demorar nela. quando engravidei eu já sabia que queria a possibilidade escolher quem passaria essa travessia comigo.

Pra doula eu não tinha dúvidas: mãos boas de apertar lombar, e algum saber considerado não-saber pelo viés científico, isso é: algum saber próprio do campo do mistério, do corpo, do encarne de um ser vivo, um quê de parteira, de fé, de mãos quentes, e porque não, um corpo que já pariu. Me demorei na busca. recebi muitos perfis de Instagram movimentados, muitos pdfs ornados, muitos orçamentos com certo midiatismo dos partos já “feitos” como troféus. Não era isso que eu buscava.

Uma amiga dessas que parece se comunicar com os santos tete-a-tete me encaminhou um link:  Lis, achei num site de doulas, achei sua cara, é produtora cultural, vai que dá match?

Contatei a Vicky e recebi o convite: vamos marcar um café? Sem todo aparato e apelo midiático virtual eu já me senti em boas mãos pro que eu buscava. Café no Fubá marcado, e um encanto de primeira.

Eu no auge hormonal e ansioso do primeiro pro segundo trimestre senti meu corpo inteiro aquietar e arrepiar a medida que ouvia aquela voz calma com sotaque espanhol entranhado. Interessada em ouvir nossa história, atenta. uma mulher mãe hermana que trazia consigo em mãos: uma pesquisa endereçada aos saberes das parteiras e da fisiologia do corpo, um rebozo, um respeito absoluto ao nascimento de um bebê seja lá por qual via for, (pois acontece mesmo entre as orelhas), um corpo acolhedor sobre o qual me debrucei muitas vezes, mãos quentes e precisas das quais não me esqueço quando lembro da dor e olhos. Olhos num verde mar que me olhavam fundo nesse domingo inteiro. me cediam ali um mar menos tenebroso pra eu atravessar as grandes ondas por ainda muito mais horas.

Obrigada.”

Trabalho de parto
Carimbo da placenta

Relato da Fernanda Aniceto Arbex

Vicky, já faz quase 3 anos do nascimento da minha filha mas nunca me esqueço o quanto você foi atenciosa e humana durante o parto. O que eu mais queria era que a chegada dela fosse em um lindo parto natural e, sem conhecer ainda muita gente em Curitiba, encontrei você. 

Desde o primeiro contato senti muita confiança em você, pela maneira tranquila como falava e pela atenção às minhas expectativas e medos. No tão sonhado dia do parto, você esteve presente de corpo e alma. Massageou minhas costas, fez compressões a cada contração forte que vinha (ajudando a aliviar aquela dor tão intensa), me olhou nos olhos e fez eu me sentir mais segura. Também segurou minha mão durante a cesárea, que acabou sendo necessária, e ficou ali até a conclusão da cirurgia. Sua participação nesse momento tão especial e de tanta fragilidade fez toda a diferença, e nunca vou conseguir expressar o tamanho da minha gratidão por isso. Obrigada por tudo, e que mais mulheres tenham a sorte de te encontrar.

Doula Trabalho de parto

Relato da Fernanda de Oliveira

O papel da Doula é fundamental: é quem te toca com delicadeza e abraça sua alma. É alguém de fora, que não é da família e tem a calma que deve ter mas que, de qualquer forma, convoca as palavras mais familiares para acalentar. Não faz parte da equipe médica, mas faz a ponte entre o racional (a medicina) e o animal (o parir). 
A Vicky foi meus olhos, enquanto eles passaram horas e horas fechados entregues à dor; foi a memória (em se alimentar, hidratar, respirar); foi uma das primeiras a chegar e a última a sair . Cinco anos depois, ainda somos gratos pela presença e pelas trocas antes, durante e depois do parto, e por ela ser a ponte entre a partolândia e o mundo real.

Doula Gestante e acompanhante